A fabricação de fibras ópticas necessita de diversos gases de altíssima pureza nas várias etapas de sua produção. Devido à extrema exigência de especificações rígidas da indústria de telecomunicações, todo o processamento e os requerimentos de qualidade das matérias prima, requer praticamente o estado da arte de seus fornecedores. Portanto, os requerimentos de pureza e controle dos contaminantes dos gases são fatores críticos de sucesso no processo, pois em praticamente todas as etapas de sua produção demandam a aplicação de gases. Também é requerido um sofisticado e complexo sistema de distribuição de gases de elevado nível de estanqueidade, que envolve quilômetros de tubulação na sua montagem, sendo estes tubos unidos em sua maioria pelo processo de solda-orbital.
Dentre as várias etapas podemos destacar duas onde a participação dos gases é fundamental:
Fabricação da pré-forma
Onde ocorre a deposição em um bastão de silício com produtos químicos tais Tetracloreto de Silício e Germânio na presença de um maçarico de hidrogênio e oxigênio e o nitrogênio como gás de purga. Com uma pré-forma é possível se produzir de 5 a 10 km de filamento de fibra.
Puxamento
Nas torres de puxamento é onde a pré-forma é “puxada”, em operação semelhante à extrusão. Nesta etapa os gases aplicados são: o argônio na forma de plasma e o hélio como gás de refrigeração.
Afim que se possa atingir sucesso na produção de fibra óptica é necessário se aplicar o conceito de garantia de qualidade do gás no ponto de uso, pois somente garantir a pureza nos cilindros ou tanques não é o suficiente.